NÓISVAIfobia

Ouvir pessoas falando e escrevendo o português erroneamente me incomoda, por isso sempre que tenho intimidade corrijo-as. Mas o que me irrita mais que português pobre são pessoas que pregam o ódio contra quem não sabe falar corretamente, ignorando que nem todos nesse país têm acesso a uma boa educação.






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Podemos vender a felicidade?

(Texto originalmente publicado em www.marketingblog.com.br)

Olá leitores, esse é meu primeiro post e espero que seja o primeiro de muitos. Nele falarei um pouco sobre a relação entre dinheiro/felicidade. Apelar para o lado emocional sempre foi um meio muito utilizado na publicidade, e de certa forma com resultados positivos. A felicidade é objeto de desejo de quase todos os seres-humanos, e ela pode estar em um momento, uma pessoa, e por que não em um produto?
Em entrevista para o Marketing Blog,  Harumi Okayama explica um pouco mais sobre a busca do ser-humano pela felicidade.

“A busca do ser humano pela felicidade sempre existiu, e se intensificou na pós-modernidade. O imediatismo, característica marcante do período em que vivemos, também se reflete nesta busca pela felicidade. A felicidade tem que ser rápida, imediata, e facilmente substituída quando terminada.

Este espaço vazio deixado pela intolerância ao sofrimento passa a ser ocupado pelo mercado e pela publicidade, que busca ocupar essa lacuna.No entanto, o que é oferecido por estes produtos não é suficiente para suprir o vazio do sofrimento inerente à existência humana, implicando em um círculo vicioso de insatisfação – consumo – satisfação – insatisfação. A insatisfação se faz presente porque o consumo é incapaz de prover a felicidade eterna e completa que o ser humano almeja.”

O marketing por princípio tem como objetivo suprir necessidades, então se o consumidor deseja ser feliz, porque não vendê-la?Mas parece que isso se banalizou no mercado publicitário onde há a tentativa de vendê-la em móveis, alimentos, e até engarrafada. Será que a alegria está apenas em um sorriso ou pode estar em bens materiais,como um livro de auto-ajuda, um produto ou uma marca? Em vez de te dar uma resposta pronta, vou deixar que você forme a sua resposta.

Pensando amplamente sobre um produto e o momento em que ele é consumido ou adquirido, podemos compreender o sentimento envolvido nesses atos e dizer que ao comprar um produto consequentemente, estamos procurando neles momentos bons e sentimentos. Essa associação da marca com bons sentimentos e experiências, é o objetivo de qualquer empresa, mas será que o dinheiro compra essa tal felicidade?

Essa resposta deixo que você construa, e para finalizar lhe dou alguns exemplos de como acontece essa venda da felicidade.

O blog Erros do marketing selecionou algumas empresas que quase na mesma época embutiram em seu slogan a palavra feliz.(clique aqui para ver o artigo)

A campanha “abra a felicidade” da Coca-Cola Brasil contou com produção de jingle-hit com Pitty, MV Bill e Di-Ferrero, associando o ato de abrir a garrafa com o libertar de um sentimento.Ótimo exemplo do tema.

Agradecimentos: Harumi Hokayama contato: hokayama@gmail.com

Gabriel Derisio